The Brazilian Daily Artist

Saturday, December 27, 2014

Paciência

Os antigos davam às virtudes formas femininas...esta musa, assim digamos, eu nomeei 'Paciência'...

Saturday, November 15, 2014

O pouso do Morpho Didius

O furão da sacola

A arte de mudar para viver melhor

Como alguém que não se conhece pode falar tão detalhadamente sobre algo marcante em nossa vida?
E então penso...o que leva a estes pensamentos, a esta sacada sobre a necessidade de mudanças ou sobre como encará-las? Porque certamente já viveu também a experiência.
O jornalista Pedro Bial, certa vez,  interpretou sobre a necessidade de mudar ou de aceitar mudanças de forma favorável. Este texto que pertence a Clarice Lispector, mas, é frequentemente enviado como de Pedro Bial, que o leu certa vez, em uma apresentação, fala sobre as mudanças. O engraçado é que enquanto lia, parecia estar num flash-back de pensamentos, dos que tive em cada situação da minha agitada vida.
Não conhecia a Clarice. Não conheço o Bial, nunca troquei palavras com ele, mas gosto de seu jeito de ler e interpretar o texto. Já o vi e cruzei seu caminho mais de uma vez, no saguão do aeroporto de Congonhas, base em que eu trabalhava antes de ser transferida para outra unidade. Hoje, ao ler este texto que se intitula 'Mudanças', eu me vi descrita, de certa forma, porque tudo o que ela, Clarice, 'aconselha' neste texto, é o que eu já fazia e faço, aquilo do que eu tenho consciência já há muito tempo, porque aprendi a tirar proveito das mudanças...
Eu tive e pelo visto, continuo tendo uma vida cheia de mudanças...E cada um que me conhece, e que diz: _ Na minha vida nada acontece de interessante! _ tem suas respostas das formas mais curiosas, às vezes até engraçadas...Uns dizem que 'por eu ser confiante em Deus, sou perseguida pelo inimigo Dele, pois não gosta dos que têm uma relação achegada e íntima com Ele'. Outros que não são religiosos, mas tem suas crenças, dizem que é porque sou dragão no horóscopo chinês, e o dragão é invejado e perseguido, mas gosta de desafios de mudanças que o levam a ser um mestre na vida' ou ainda, talvez porque sou Libra com ascendente em Áries e Lua em Leão...Eu não entendo nada disto! Deus eu sei que existe! Que existe existe...mas não o aceito na forma das religiões, que confundem e dividem os homens. Deus é Deus, O reconheça, O ame, O adore e pronto.
Cada um diz que entende o que acontece. cada um ao pensar algo de minha vida, diz uma coisa...E a única coisa que sei é que sou uma transformação constante. O que não significa que eu não tenha foco, diretriz, meta. Eu tenho! E como! Como eu tenho!
Mas são as mudanças, o meu combustível, o diesel do meu motor.
Mudanças foram impostas na minha vida desde cedo. Durante a minha pré-infância e infância eu sofri muitas mudanças. Eu digo 'sofri' porque não foram promovidas por mim. Foram mudanças grandes, sérias, radicais, das quais eu não tinha nem idade e nem capacidade para evitar ou para entender. Tinha que 'aceitar'.
E assim, tudo o que eu fazia era, fosse boa ou ruim, era me adaptar. Com isto desenvolvi uma grande e espantosa capacidade de adaptação, uma pessoa capaz de estar tranquila e empática em um transatlântico de luxo, numa Babel de línguas que aprendi a decifrar, ou até no lugar mais sem recursos e precário, um sertão do Brasil, uma Angola, um Afeganistão...E a cada mala feita, fosse da mãe ou do pai, do avô ou da avó, lá ia Luísa, tentando na idade da inocência entender tantas idas e vindas... foi na adolescência e na vida madura, num abre e fecha de malas, num carrega e descarrega de formiga, que aprendi a ser extremamente prática e a não me apegar a quinquilharias. Salvo o básico e necessário. Crio meus recursos aonde não há.
De lancha, de uma ilha para a outra com os pais, de carro, de caminhonete, de jipe, de avião, eu fiz mudanças, e morei aqui e ali, onde quer que fosse necessário eu ir. Só de 2006 para cá, morei em três estados, até me estabelecer aqui em São Paulo, terra que me conquistou porque tem tudo a ver comigo: trabalho, atividade constante, transformação, cultura saindo como vapor...história.
A minha cidade natal. o Rio de Janeiro, tem, também, tudo isto, mas não tem o meu pique, os meus volts.
As impostas mudanças me transformaram numa guerreira, uma aventureira capaz de encarar o que vier, de destrinchar problemas como se destrincha um frango para fazer um salpicão.
Um amigo muito íntimo, que me conhece há trinta e cinco anos diz: _ Luísa, você degusta os problemas como se fossem o arroz com feijão-batata e bife do jantar... (bem, eu sou vegetariana (ele sabe!) ...mas tudo bem)...nós entendemos o que ele quis dizer.
Neste dia, que foi pouquíssimo antes de eu deixar minha cidade natal, eu acho que fiz um flash-back da minha vida até ali, até o último 'problema'.
Problema que não busquei, que não quis, mas que veio, e que não dependia de mim resolver, porque se dependesse, resolvido já estava.
Eu não reclamo mais do desgaste das mudanças...não reclamo porque aprendi coisas que poucos sabem. resolvo problemas até para os outros com uma facilidade espantosa, e quando não estou 'ensinando ou aconselhando o que fazer'. E graças a Deus dá certo.
Não tenha medo de mudanças...elas vêm, às vezes, sem querermos ou  promovermos, mas não tenha medo.
Mudança faz crescer, mudança fortalece. A mudança têm o poder de transformar um espírito cansado num lutador dinâmico. Em alguém vivo, participativo, incansável.
hà mudança que cansa...mas muda algo que precisava mudar, e hoje você não entende, mas, mas tarde vai entender.
Tenho um ditado que diz, 'Deus faz hoje, o que você só vai entender amanhã'.
Eu entendi agora, o porque eu fui treinada nelas, porque eu fui lapidada nelas.
Cada uma foi, para o meu bem. E para o bem dos que dependeram ou dependem de mim.
Cada uma fez a Luísa tão forte e capaz que eu sou hoje.
Deixo aqui registrado o texto dele, para que leiam e que reflitam, onde e porque estão precisando de uma 'mudança' na vida:

'Mude!' _ watercolor _Luisa Dalartesa


MUDE _ Texto de Clarice Lispector
Mude.
Mas comece devagar
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair procure andar pelo outro lado da rua.
Depois mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.    
Tire uma tarde inteira pra passear
livremente na praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a
mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV,
compre outros
jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa
outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas
diferentes, novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia,
o novo lado, o novo método, o novo
sabor, o novo jeito, o novo prazer, o
novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros
restaurantes, tome outro tipo de bebida,
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais cedo ou
vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de
sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos
diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos,
escrevas outras poesias.
Jogue fora os velhos relógios, quebre
delicadamente esses horrorosos
despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros
cabeleireiros, outros
teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo
emprego, uma nova ocupação, um
trabalho mais light, mais prazeroso, mais
digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser
livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem
despretenciosa, longa, se possível sem
destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas
melhores e coisas piores do que as já
conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o
movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!

O Boi

O Boi

Testemunhas de Jeová, um povo odiado sem nenhuma razão

   


Há muito tempo, eu aprendi a observar detalhes, particularidades daqueles que são odiados sem uma justa causa, uma razão evidente.Eu sempre desconfio dos julgadores de alguém numa condição assim.
Eu lembro que Jesus Cristo não deu à Humanidade nenhuma razão para ser odiado, e no entanto foi, ridicularizado, torturado, odiado e morto por aqueles a quem ele falava de amor e de perdão.
É de conhecimento público que eles abdicam de muitas coisas, relegam muito em suas vidas pessoais, para fazer o serviço de perpetuar a missão dada por Jesus Cristo à seus apóstolos, e para dar a conhecer o nome de Deus, Jeová.
Faça sol escaldante, chuvas torrenciais ou até neve, eles estão sempre, de dois em dois, ou mais, espalhados por todos os pontos da cidade. E Jeová está em seus pensamentos as vinte e quatro horas do dia.
Eu os vejo de minha janela, os vejo nos arredores de meu bairro, e do bairro onde eu trabalho, e confesso, é uma visão que me deixa muito, muito feliz!
Saber que pessoas que levam a Deus em tão alta estima, passam seus dias falando dos Propósitos de Deus a pessoas, que, infelizmente, muitas vezes, os tratam com falta de respeito e rejeição, e que de forma alguma têm revide da parte deles. Passam dignamente e de forma honrada muitas humilhações. Humilhações devido a fé, nas ruas, entre os cidadãos comuns e até mesmo diante de juízes, nas vezes em que não conseguem fazer entender que a ordem de não fazer uso de transfusão sanguínea, é de fato, uma ordem dada pelo próprio Deus e de fato está em todas as Bíblias traduzidas e existentes no mundo.

Mas até mesmo fatos como estes, não são suficientes para fazer com que eles parem de fazer este trabalho, de completar esta incumbência passada pelo Filho de Deus, para conhecimento da salvação da Humanidade.
Este é um povo que sem dúvida admiro e que defendo seus direitos de crença e de pregação. Um povo odiado sem nenhuma razão! Pois a sociedade diz que não devemos ter nenhuma forma de preconceito, lutam pelos direitos de toda a gente e toda a tribo, direitos raciais, direito de liberdade sexual, direitos humanos até mesmo de criminosos, direitos ao aborto e a muito mais coisas, mas apesar de a crença ser livre, não vi até hoje, um cidadão comum defender os direitos de as Testemunhas de Jeová pregarem e poderem circular sem serem apartados como adeptos de uma seita perigosa.
Quase sempre a maioria das pessoas os criticam de, pela manhã baterem em suas casas. Mas eu vejo e leio em jornais, casos que envolvem todas as religiões, porém das Testemunhas de Jeová, eu jamais vi. Não se sabe de envolvimento deles em nada errado. A única coisas que vejo, é defenderem até o final o seu direito de obedecer o que está escrito na Bíblia.
Tenho certeza de que onde mora, deve ter um de seus locais de reunião. Os seus _Salões do Reino _ estão espalhados por toda a parte, tanto quanto eles mesmos estão, em todas as partes do mundo, traduzindo as Palavras de Deus em todos os idiomas e em todas as nações.
Em meu recente trabalho, eu quis retratar cenas comuns do dia-a-dia deste povo que ganhou a minha admiração.

Tuesday, October 14, 2014

A rosa solitária

A rosa solitária

Sempre que eu, quando criança, via sob os móveis as rosas que minha avó arrumava nos vasos da casa, na sala de estar, e ela sempre deixava uma de fora, porque o jarro já estava do seu jeito, completo, eu chamava a excluída de rosa solitária...

O lago da Serenidade

O Lago da Serenidade

A Natureza e ensinou a ter calma e a ter sabedoria. Quando tudo a minha volta ficava insuportavel com o stress dos outros, eu escolhia os lugares mais calmos e as paisagens mais naturais!

Atalho para a chácara

Atalho para a chácara

O caminho era desnivelado, com pedras, e pequenos morrinhos cobertos de musgo, mas o que chamava atenção, era a fileira de árvores cheirando a flor e os efeitos dos riscos de sol que passavam entre os troncos e quando se olhava a frente era como um buraco de luz, ma saída de uma gruta...o cheiro o calor e os barulhos do mato ficam na memória para sempre.

Friday, October 10, 2014

Lagoa dos Flamingos

A Lagoa dos Flamingos



O menino catando acerolas

O menino catando acerolas 

De manhã ele corre e vai para o quintal...o galo que cantava pára para ver,a pressa do menino em catar as pequenas frutas que o vento da noite deixou pelo chão...

Sunday, October 05, 2014

Saturday, September 27, 2014

Profissionais de visão...ou não.

Há uns poucos anos atrás, não especificarei a data e o local por uma questão ética, nem nomes, que fiquem a cargo de quem quiser, participei de uma coletiva realizada para exaltar a capacidade e a criatividade feminina, em comemoração ao dia internacional da mulher. Pois bem, realizado o meu trabalho, entregue para o dia da exposição â curadora de arte responsável, uma das minha obras, sem aviso prévio, foi escondida em um canto do local da exposição para que não fosse muito vista.
A razão da curadora: eu havia feito nada mais ou menos que o primeiro retrato da então eleita presidente da República, Dilma Rousseff, mas, segundo a organizadora, eu não deveria ou poderia expô-lo ao público,  porque os visitantes não concordariam, uma vez que a maioria dos visitantes teriam "visões políticas diferentes" e portanto "não seria de bom tom".
A curadora, que na época representava uma conhecida galeria de arte em São Paulo, não teve nenhuma visão histórica em relação à pintura dedicada ao tema, afinal, era ou não, para se ressaltar a capacidade feminina e sua criação, seja artística, profissional, pessoal. E além de confinar o meu trabalho a uma pequena parede virada contra a porta de entrada, após esta exposição ser encerrada, até a data de hoje, não devolveu a obra, porque nem sequer avisou de onde seria o local da devolução, já que, posteriormente, tomei o conhecimento de que a sua 'façanha' não poderia vir ao conhecimento a dona da galeria, pois era uma "produção independente".
Foi, na época, no local, comentado a boca miúda, a estupidez, a tolice da mulher, que não percebeu que com sua atitude arbitrária e néscia, ela faltava ao respeito com a figura da artista e com a da primeira mulher a conseguir e empossar um cargo de Presidência Governmental no país, onde até pouco tempo, uma mulher só lavava fraldas e cozinhava para maridos e fihos e, política, nem pensar! Era coisa de rebelde ou baderneira.
A alguns dias, conversando com um homem de negócios sobre os pontos favoráveis da gestão de Dilma Rousseff, comentei de meu trabalho, pois na ocasião, dois retratos haviam sido vistos em público, cada um em sua categoria, o meu e o do artista Romero Britto. Ao terminar o relato, ouvi e antes nem me ocorre tal pensamento, que fui parar nas mãos de uma amadora que nã havia se dado conta de que era uma peça histórica, algo de valor histórico para os tempos futuros. Diferentemente, teve sorte com o seu belo trabalho, o artista e colega Romero Britto que retratou e entregou o retrato à nossa Dama de Ferro brasileira.
Como havia sido contatada por outras artistas participantes, que estavam indignadas pois a tal organizadora não havia informado a data da devolução das obras,eu, resolvi ir ao loal, onde me informaram que ja ão haviam obras no local da exposição, pois haviam sido retiradas. E eu, nunca avisada.

Hoje, depois que meu quadro foi mostrado na internet, alguns anos depois da posse de Dilma Rousseff, e iminência de sua reeleição, recebo emails de pessoas interessadas nele, como lembrança histórica de um momento importante e único no Brasil. Algo que para os brasileiros sem cultura e história não tem nenhuma importância, mas que em outro país, com certeza, não teria jamais sido tratado desta forma.

Repito aqui, as palavras de meu antigo curador, Carlos Von Schmidt, meu incentivador, de que nem todo crítico de arte sabe o que faz e o que fala...muitos não têm nenhuma visão ou inteligência. Não pensam à frente.

Que o diga sábio, os Vincent Van Gogh e Camille Claudell, que anos e anos a fio depois, tiveram seus trabalhos valorizados e eleitos a categoria de mais caros do mundo.

Moral da estória: O amadorismo cauteriza qualquer forma de vida e se espalha malditamente, como uma radiação. Tristezas...



Sunday, June 01, 2014

Monday, April 14, 2014

Gatos

Gatos...gatos são inteligentes, independentes mesmo carentes, amigos e solidários... gatos são criaturas intuitivas, gatos são especiais, como qualquer animal  mas...gatos são demais!
 

Sunday, April 06, 2014

Matrix Revolutions

A cena final de Matrix me deixou um céu de recordação.. as cores primárias mescladas acontecem, as vezes...mas prefiro me inspirar a fazê-los todos os dias de formas diferentes...

Coisas de Minutos

Confesso, sou uma artista fora dos padrões.. detesto me ater muito tempo num projeto, não tenho compromisso com o real ou com a perfeição, não invento cores, não preciso de muitos instrumentos pra criar ou tornar bonito, não sigo escola ou o que aprendi, fujo do comme il faut, faço tudo com amor para pessoas que tem beleza nos seus corações, pessoas que mereçam ser amadas, ainda que pelos traços e pelas cores que elas comtemplam nas minhas obras, porque as minhas obras têm olhos, elas enxergam o expectador. Esta sou eu: Luísa Dalartesa.