The Brazilian Daily Artist

Wednesday, November 23, 2011

Rick Wakeman plays 'Rhapsody in Blue'

And, Luísa Dalartesa paints...

Costumo sempre pintar com músicas que gosto. Um dos músicos que gosto é Rick Wakeman, que misturava obras clássicas com o rock e tornou-se o pai do rock sinfônico para alguns. Dentre muitas obras dele, há uma regravação da obra de George Gershwin, intitulada 'Rhapsody in Blue' que se tornou fundo musical para algumas das minhas pinturas recentes...






Rick Wakeman em foto promocional de 'Viagem ao Centro da Terra'

Feminino Floral...

A Performance

Passeio no Campo

Detalhe _ Performance

Sunday, November 20, 2011

A Menina e o Gafanhoto

                                                         A Menina e o Gafanhoto

No Japão do século 19, numa aldeia de plantio de arroz, uma menina vivia com a avó materna e três irmãs.
A menina era tranquila e gostava muito de cantar, por isto, nos afazeres da lida no plantio, vivia cantando baixinho, enquanto ajudava a sua avó. A menina era muito solitária, embora ela tivesse outras irmãs, porque as outras eram alvoroçadas e gostavam de brigar, razão pela qual a menina contendia com elas e se isolava sempre que possível. As outras quando a viam sozinha em algum lugar, logo tratavam de criar uma situação para tirar a paz da garotinha. A avó pelejava sempre com as outras, mas não adiantava...elas sempre arranjavam uma encrenca...
Um dia, numa tarde de calor, a menina cantava perto de um lagar onde as espigas de arroz já apareciam e numa palhoça úmida, estava sobre uma moita, um grande e verde gafanhoto. Era muito verde, brilhante e gordo, o que mostrava ele ser bem alimentado e a menina se encantou com ele. Devagarinho, ela foi se aproximando e sentou-se no chão ao lado da moita para observar o grande gafanhoto. E começou a conversar com ele.
Depois de algum tempo de conversa, a menina tirou uma caixinha redonda de papelão com alguns koi coloridos pintados à mão e retirando a tampa, tirou algumas balinhas, que pôs-se a saborear. O gafanhoto não ia embora, então, a menina continuou a cantar e conversar com o gafanhoto durante horas, até que o gafanhoto saiu da moita e pousou no seu dedão do pé e de lá não saiu, até que a avó começou a chamar ao longe, pois era a hora de regressar para casa.
A menina tentou se levantar mas o gafanhoto se agarrou no seu avental. A menina, ao ver que ele não queria ir embora, pensou que poderia levar o amigo para casa. Rapidamente procurou um graveto no chão e fez alguns buraquinhos na caixa de balas para que passassem a luz e o ar. Colocou o gafanhoto lá dentro com muito carinho e fechou a tampa. Abriu o bolso do avental, acomodou a caixa com cuidado e lá se foi, correndo até encontrar a avó, que a chamava, gritando ao longe.
Passadas algumas horas depois que havia chegado em casa, as irmãs começaram a notar aquela caixinha com os koi, onde o gafanhoto estava no centro e que de lá ele não saía. A menina conversava sob a luz da lamparina com o bicho, que parecia entender tudo o que ela falava.
As irmãs, sempre querendo intriga e confusão, começaram a ter inveja daquela amizade curiosa e planejaram sumir com o gafanhoto ou matá-lo.
Algum tempo depois, a avó ordenou que se recolhessem. E lá se foi o gafanhoto na caixa, que, mesmo destampada, o que não impedia que ele fugisse, ele não deixava por nada. Parecia dizer que estava feliz por estar ali, mesmo não sendo o seu habitat natural...
Assim que a menina dormiu em sua caminha compartilhada com as outras, a irmã do meio foi até a caixinha para se apoderar do gafanhoto. Quando chegou perto...zás! O gafanhoto voou e sumiu. A pestinha ainda o procurou, mas, em vão...o animal tinha desaparecido...
Com a balbúrdia dos cochichos das outras irmãs cúmplices da maldade, a menina acordou e procurou imediatamente o gafanhoto e viu que ele não estava mais. Ela chorou sentidamente, culpando com justiça as suas irmãs pelo fato de ter perdido o seu amigo. Achou que elas tinham conseguido matar o pobre animal verdinho. E chorou tanto, debaixo de suas cobertas que ficou com febre e pela manhã, a avó não deixou que ela fosse à lida, castigando as outras três, dizendo que teriam de fazer o seu trabalho e o da irmã que ficou contristada e adoecida...
As outras seguiram para a lida, e a menina ficou só, debaixo das cobertas inconsolável. Cerca de uma hora depois, cansada de chorar e de olhar para a caixinha vazia, a menina adormeceu...
O sol já a pino, fez com que a menina despertasse por causa da algazarra das cigarras no campo à volta da habitação.
Assim que abriu seus olhos, a primeira coisa que viu foi a caixa. E lá, bem no centro dela, estava o seu amigo gafanhoto. Ele havia voltado para a caixa sozinho e lá ficou, provavelmente esperando pelas estórias, resmungos e cantigas da menina.
Uma curiosa amizade onde a lealdade se fez conhecer e desde então, nada e nem as encrenqueiras das irmãs puderam extinguir.







Thursday, November 10, 2011

Artistas & Pensadores _ Idéias e atitudes que mudaram e continuam mudando o mundo.


Artistas e pensadores...Os visionários. O que seria do mundo sem eles? Teríamos a tecnologia de hoje? As grandes revoluções que mudaram o mundo?

Idéias que alguns homens e mulheres apresentaram foram consideradas estúpidas...já tive idéias e esbocei planos que consideraram perda de tempo ou 'uma furada'.

E eu fui, com a coragem de sempre, vi, lutei, sofri, mas venci. Venci idéias, preconceitos, pessoas, venci minhas limitações...deixei para trás os que desacreditavam e corri atrás das minhas metas, sendo a principal delas estar longe de gente que a mim e ao mundo não acrescenta nada. Sozinha, sem ninguém, sem apoio, sem carinho, sem amizade, sem nada. Pessoas que iam e vinham sem valorizar qualquer ligação ou relacionamento... Portas fechadas a que dei as costas, mas com a certeza de que eu só precisava de alguém para conseguir sobreviver e hoje ser feliz com a vida que eu quis: Deus. 

Todavia, ainda faltam coisas que sei, vou conseguir porque tenho a diligência e a força. A força de acreditar em mim mesma. Meu pai, Luiz Santos, quando ainda vivo, disse à minha mãe: " A Anna (Luísa) vai vencer tudo sozinha." Ele também acertou. Minha mãe levou tão a sério, que me deixou sozinha mesmo...em todos os sentidos, até hoje...kkkk


Alberto Santos Dumont  foi também considerado um visionário, maluco, um Ícaro moderno...mas este homem 'maluco' deu início à uma das minhas paixões, a aviação e tudo o que se relaciona à ela. Eu o entenderia como ninguém. Artistas, desenhistas, poetas, idealistas, rebeldes (no bom sentido, eu diria indignados ou os com justa causa de serem rebeldes)... O que seria do mundo e da justiça que ainda existe nele se não fossem pessoas assim? Os homens e mulheres que mexem com o psicológico dos que não tem expectativas e nem metas, só violência, egoísmo ou omissão?

O Rei Salomão de Israel disse certa vez: "O homem de raciocínios é odiado". Ele estava certo...mas a cada vez que penso nisto e se juntam os que gostam de ser obstáculo, eu penso: "Está desanimado no dia da aflição? Seu poder será escasso." E mais uma vez a sabedoria dele me ajuda a perseguir o meu sonho.


Alberto Santos Dumont _ Voar era um sonho...uma idéia maluca. uma loucura? Graças a ele trabalho no que amo: com o público e com aviões.

Artista? Ser alguém pintando??...Graças ao mesmo Deus que deu o dom à Helena e eu herdei, trabalho com outra paixão, a arte.

Ser solitária, não ter pouso, nada que prenda em algum lugar?? A maior das paixões: a liberdade. Não fazendo uso de flosofia de parachoques de caminhão..." Dinheiro não traz felicidade." Não foi ele quem, decididamente, trouxe a  minha. Acho que posso dizer que sou realmente feliz.





Avianca _ Base SDU - Saguão do Aeroporto Santos Dumont.



Design, elegância e conforto. Entretenimento. Difícil não relaxar.



Airbus A319 - Maravilhoso.



A informação ao alcance.



Visão que me acalma...filhinhos na pista...



Empatia e cordialidade. Nota 10.