The Brazilian Daily Artist

Sunday, July 27, 2008

Poesia na tarde de domingo


"Pássaro na mão"
"Tenho dois pássaros na mão
Mas o que tem meu coração
Está longe nos ares deste mundão
Todavia sempre responde
Quando a saudade vem me apertar
Vinda ligeira não sei donde
Me fazendo triste a chorar!
Tenho dois pássaros na mão
E convicta os solto sem medo
Pra pousar em outro arvoredo
Pois as minhas copas altas
De frutos tenros e perfumados
Não são de quaisquer seres alados
Mas de meu pássaro que longe está
Com ele me vou, daqui pra ali, de lá pra acolá!
Mais vale ele na mão
Que todos que me vêm pousar
Pois não houve pássaro como ele
Que me fizeste assim amar!
Vou vivendo e levando
Na espera sem hesitar
Sei que um dia donde vives
Virá enfim me buscar
E passarei a vida cantando
Ao lado dele a voar!
Tenho dois pássaros na mão
Aos que não quero me entregar...
Prefiro seguir esperando
O meu eleito voltar..."
Luísa Artèsa. (foto _ "Chuva" _ acrilico _ 50X70)


Monday, July 21, 2008

Flores que agradaram












Sempre pintei flores, pois flores não tem erro: até os mais renomados pintores através dos séculos, tiveram fascínio por elas. Flores foram feitas de todas as formas e cores, em todos os estilos de pinturas que conhecemos.


Ultimamente tenho recebido emails de pessoas que verificam meu email e enviam uma mensagem de incentivo e de elogio. Fico feliz que tenham caído no agrado do público que para mim, é o que dá o aval ao artista. Mais do que qualquer profissional da crítica ou curadoria de arte, o público é quem define o que gosta ou não de ver, assim como o que deseja ou não na parede de sua sala. (Graças a Deus! Já pensou se a última palavra fosse, com respeito, destes nestas áreas?? Não teria Van Gogh, Picasso, Modigliani com seus pescoços e anatomia desforme, e tantos, ido em frente...teriam acreditado que sua pintura não era adequada, e que só é artista quem tem currículo!).


Aos que têm se interessado pela minha pintura, dentro e fora do Brasil, deixo meu agradecimento, e aos que entram neste blog que coloquem seus comentários nele mesmo,


Assim como aos emails, responderei tão logo possível.



Minhas flores mais recentes:












Thursday, July 03, 2008

Flores para todos

Elas existem, e existem para todos, sem distinção.

Ajuda Humanitária



Os que me conhecem há muito tempo já sabem, porém os que não conhecem então saberão que dediquei uns bons anos de minha vida envolvida na ajuda humanitária e que estive em alguns lugares dentro e fora do Brasil. Cansada de muitas coisas irremediáveis na minha vida familiar e pessoal, joguei tudo para o alto, saí de minha vida e fui me envolver no triste mundo dos excluídos, que muitas vezes sofrem o pior tipo de miséria: a fome de amor.

Fora, estive envolvida na provisão de comida, remédios e de minha própria força tarefa, cuidando de doentes, orfãos, feridos e desabrigados. De bem cuidada burguesa, passei por situações muito difíceis, aprendendo a tirar recursos do nada, a tirar leite de pedras. Corri risco de vida, dormi em lugares inacreditáveis, e comi as coisas mais rejeitáveis pelo povo das cidades, bem situados, em suas vidas estabelecidamente irretocáveis.

Chorei por gente que nunca havia visto, alimentei filhos que não eram meus, tratei de feridas que fariam muitos estudantes de medicina vomitarem...

Eu fui conhecida como Anita, e eu era uma espécie de "mãe", eu era a personificação da entrega abnegada, do amor desinteressado, da alegria na tristeza, da esperança na carência total de provisões e de sentimentos aconchegantes...fui de lar em lar, levei também as palavras de consolo, de ajuda, de esperança para cada um dos que revoltados com a vida, falavam, gesticulavam, e gritavam diante de mim...

Sós, aflitos, chorosos, injustiçados...crianças leves, às quais eu era capaz de levantar em um só braço, velhos e velhas que há tempos não sabiam o que era ser tratado com carinho...mulheres destruídas por dentro...homens com o espírito irreversívelmente quebrantados pelo fracasso e pela frustração de tentativas insucedidas...

Nem sempre falei de minha vida, mas quem convive comigo não demora muito tempo para notar o meu jeito de ser, de construir meu caminho e de ter um imã, uma atração inegável com todos os que cruzam o meu caminho, levando-os a pelo menos sentir indiscutivelmente uma coisa: que são amados sim. Podem não ser por muitos no mundo...mas são por outros...E também por mim.

A ajuda humanitária ainda existe. E enquanto houverem os menos favorecidos, ela existirá.

Graças à Deus!!
À Zeka, Burkina, Aisha, Kunta. O pouco que para vocês era muito, lhes foi providenciado. Hoje, fazem pelos outros o que lhes foi feito um dia. Angola, terra de gente que sofre, mas que renasce na ajuda ao próximo.




Tuesday, July 01, 2008